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Resenha do filme A BATALHA DE SEATTLE

O filme retrata um momento ocorrido na história de Seattle, no final de 1999, quando milhares de pessoas foram às ruas em protesto contra a Organização Mundial de Comércio (OMC), que controlava 90% do comércio. Era um protesto pacífico, pedindo o fim das conferências da OMC, mas logo se tornou um motim, gerando, assim, Estado de Emergência e fazendo com que o Departamento de Polícia e a Guarda Nacional adotassem uma postura de combate aos manifestantes, por isso chamou-se A batalha de Seattle.
O filme, escrito e produzido por Stuart Townsend, mostra os dois lados da moeda. Começa com os principais líderes manifestantes colocando, em um local alto e público, uma faixa escrita “Democracia X OMC”, depois apresenta ora os manifestantes (que se organizavam para os protestos, "Prontos para serem presos?"), ora a força policial (que pesquisava os principais personagens/líderes manifestantes como Jay, Lou, Django e Ella).
Os manifestantes bloqueiam os cruzamentos, as principais vias de acesso, dizendo “Ninguém entra, ninguém sai”. Eles pedem por Democracia, Saúde, Liberdade, Preservação das Tartarugas. A passeata forçou o cancelamento da abertura da OMC.
O filme mostra a história de Dale, um policial cuja esposa (Ella) está grávida de 5 meses. A loja onde Ella trabalha tem sua vitrine destruída por manifestantes radicais, que começaram a destruir lojas.
É decretado Estado de Emergência (de sítio) e chamam a Guarda Nacional. Num primeiro momento os policiais só acompanhavam as manifestações, sem agressões ou prisão, porém, depois, começou o uso de gás lacrimogênio, balas de borracha, cassetetes e começaram a bater nos manifestantes. Ella que tentava voltar para casa ou para casa de uma amiga, se vê no meio da manifestação e num momento de atuação policial, quando um policial a agride dando um cassetete na sua barriga, fazendo-a sangrar e perder o bebê. A jornalista que cobria a manifestação vê e a socorre. Dale é avisado que sua esposa está no hospital, lá chegando ela não quer que ele se aproxime.
Os manifestantes gritam “polícia só quer guerra e nós queremos paz!”. A força policial recebe ordem e autorização de prender os manifestantes. A jornalista, que foi acusada por Jay de distorcer matérias para vender e que ajudou Ella, tem uma nova postura frente ao protesto quando decide, ao invés de falar ao vivo da coletiva de Bill Clinton (que chegou em Seattle), se juntar aos manifestantes colocando uma veda na boca aparecendo ao vivo, imediatamente tiraram-na do ar, logo depois a polícia começou a prender os manifestantes e ela foi presa junto.
Dale espanca Jay. Um policial que havia passado pela manifestação à paisana e foi agredido por outros policiais, tira Dale de cima de Jay. Jay chora pedindo para não ser preso, mas acaba sendo preso. Na prisão vê Lou, uma manifestante corajosa por quem se apaixona e salva algumas vezes. Django, do Greenpeace, amigo de Jay, também é preso.
Nas reuniões da OMC havia dois personagens importantes: Abasi, representante dos países africanos e o que presentava os Médicos Sem Fronteiras. Este falava que a saúde pública devia vir antes dos interesses comerciais, que os países pobres precisavam de remédios mais baratos, então fez um apelo: “Vocês não têm filhos? Imaginem se eles estivessem doentes e fossem morrer se não fizessem nada. Como reagiriam se soubessem que tem uma cura, mas que não podem pagar por ela!? Não está na hora de as pessoas serem mais importantes que o lucro?”. Enquanto Abasi falou em seu discurso que haviam chegado com esperança nos corações de que seria diferente, mas no fim foram tratados com indiferença, não foi uma Assembleia democrática, termina dizendo “Não ficaremos mais inertes enquanto nossos países sofrem abuso e exploração”.
Uma manifestante (Samantha Clayton), amiga de Jay, que não foi presa e era advogada, resolveu representar os manifestantes presos. Conseguiu uma reunião com o prefeito Mayor Jim Tobin. Ela disse que ele havia preso 600 inocentes, que nunca seriam julgados, eles nunca concordariam em ter seus direitos violados mais do que já foram e que suas vozes haviam sido levadas junto com seus direitos. Começam manifestações agora pela liberdade dos presos manifestantes: “O povo unido, jamais será vencido!”
Na prisão, Lou fala dentro de sua cela para Jay, que se encontrava na cela ao lado, “Eu não sabia que você tinha a voz, a voz que diz que se você não levantar e lutar, tudo o que é bonito será levado embora”. (Django havia contado para Lou que Jay havia perdido o irmão numa manifestação, caso da Floresta). Logo depois Dale, o policial, que havia chorado em um momento sozinho de reflexão, vai até a cela de Jay e pede desculpas pelo que aconteceu, explica que a esposa tinha perdido o bebê, não era justificava e pedida desculpas, daí Jay disse que não o culpava, na verdade culpava sim, mas a culpa não era dele. Disse: “As pessoas com as quais eu luto destroem tantas vidas, não apenas uma, e ninguém lhes aponta uma arma; não é justo que lutemos um com o outro.”. Jay vai pra uma cela junto com os outros, desanimado achando que sua luta tinha sido em vão. Django diz que não foi em vão, que as pessoas não sabiam ainda o que significava OMC, mas sabiam agora que era ruim. Eles riem. Samantha anuncia no alto falante que haviam conseguido duas coisas: 1) Fracasso total as reuniões da OMC, 2) Todos os presos serão libertados. Todos festejam. O Conselho dos Sindicatos havia ameaçado greve geral se não soltassem os manifestantes presos. Eles foram libertos.
Dale revê a mulher e fala que a ama. Os manifestantes seguem seu caminho. Depois de Seattle, os governos nunca mais foram pegos de surpresa. No fim, passa descrições de acontecimentos posteriores (2001, 2003, etc), outros movimentos sociais e termina: “A batalha continua...”
     Estava lutando do mesmo lado Green Peace, Black Bloc (anarquistas), Sindicatos dos trabalhadores (que se manifestaram com cartazes que diziam: “O trabalho diz: OMC acaba com a democracia”), Médicos sem fronteias, representantes dos países africanos, enquanto do outro lado estava a OMC, FMI, aqueles que impunham as políticas públicas e colocavam os valores comerciais acima do humano, porque é da natureza do país que detém o capital a destruição do outro.

Comentários

  1. Obrigado me ajudou a fazer o tema shushsus

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  2. A luta tem que ser de todos os revolucionários que acreditam em mudanças.Desta vez foi contra a OMC e quando vamos enfrenta a OCDE? A DESIGUALDADE SOCIAL TALVEZ SEJA O FIM DA HEGEMONIA DOS RICOS CONTRA OS QUE FORAM POBRE E HOJE SÃO MISERÁVEIS.

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