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Mostrando postagens de agosto, 2023

O Jus dentro da Teoria do Direito

Por Le Savoldi , 2006 As regras são criadas com o intuito de trazer a organização do ambiente estabelecido. Surgem em busca da justiça, para trazer o que é justo à tona. È uma forma de relevar o bem-estar das pessoas, num convívio em que haja o respeito de cidadão para cidadão, dentro dos limites sem invasão de privacidade. São colocadas para serem cumpridas e caso isso não aconteça também é dada a sanção como forma de prevenção, para que as regras realmente sejam cumpridas e respeitadas. Tudo o que é justo é certo; a partir do momento que se erra, se está sujeito a uma pena estabelecida dentro de uma regra, ou norma ou lei, obviamente para que a justiça seja feita. Ninguém tem o intuito de castigar ninguém, mas simplesmente de corrigir, de reeducar, ao menos é assim que deveria ser feito. Assim, a lei deve ser interpretada em benefício da justiça, para que esta esteja correta. O direito é simplesmente o dever. Todos nós temos o dever de ser justos, de ser cidadãos dignos, (embora n...

Escrevendo a Paz

 (Texto de ESCREVENDO A PAZ, concurso realizado pela UNESCO e Folha Dirigida em 2003, onde concorri com 12.800 universitários participantes e fui selecionada entre os 100 que compuseram o livro, aos 18 anos... ou seja, 20 anos atrás) Olho a janela, vejo prédios em vez de campinas. Vejo pessoas passando apressadas, ouço carros zunindo em vez de pássaros a cantar, não vejo crianças brincando e as que vejo trazem no olhar, lá no fundo, alguma tristeza. Não se tem paz? Vejo paredes pichadas, vejo gente apanhando, vejo gente morrendo... Ouço gente chorando! Mede... Onde está a luz para tanta escuridão? Onde foi deixada a sensibilidade? Por que tanta dor? Tudo isso poderia ser diferente, se todos quiséssemos, se houvesse harmonia...                 Não me conformo com um mundo que fere o próprio coração! Eu observo, as pessoas andam cabisbaixas, com um olhar preocupado, agoniadas, reparando de um indo para o outro...

JUSTIÇA EQUIVOCADA

   (Uma resenha crítica da obra de JOAO UCHOA,  O Equívoco , que eu escrevi há mais de 10 anos e estou desenterrando agora...)                  A justiça é sua própria antítese. Sinônimo de uma ambiguidade insuportável. Ela apenas leva o nome, mas pouco tem dele, ou, quem sabe, nada. A partir do momento que se tornou injusta, corrompida, cruel, degradante, corrupta.              O Equívoco  faz com que acordemos para essa realidade, de modo mascarada, instigando uma revolta terrível contra a mesma.              É um absurdo fazer parte de um mundo em que a pureza, como nos seus primórdios, encontra-se quase inexistente. Como diz Rui Barbosa, “o que faz a justiça é o ser justo. Tão simples e tão banal. Tão puro.”              Não há ser justo. Se fôssemos classificar o ser humano, que se tornou de fat...